Roberto Corrêa por amigos Roberto Corrêa por amigos Roberto Corrêa por amigos Roberto Corrêa por amigos Roberto Corrêa por amigos da trajetória


Foi ainda universitário que Roberto Corrêa descobriu, na paixão pela viola, seu destino. Nessa época, integrava o grupo de música regional Olho D'Água, com o qual fez várias apresentações; e deu início, com o apoio do CNPq e do Instituto Nacional do Folclore, à sua pesquisa sobre a viola caipira e seu universo.

Em poucas linhas, foi esse o início da carreira de um dos violeiros mais importantes da atualidade. Acompanhe a seguir um pouco de sua trajetória:

1983 - Roberto Corrêa realiza o recital "Parecença" no Teatro Galpão em Brasília. A apresentação marca o lançamento de seu livro "Viola Caipira", resultado de anos de pesquisa. Inicia sua carreira profissional como violeiro apresentando toda a sonoridade da viola caipira e da viola de cocho, explorando seus recursos.

1984 - A convite de Hermínio Bello de Carvalho participa do Projeto Pixinguinha ao lado do Quinteto Violado. Realiza recital no IV Encontro Nacional de Pesquisadores da MPB, na Sala Funarte, Rio de Janeiro. Faz suas primeiras apresentações na televisão nos programas "Som Brasil" - TV Globo e "Viola, Minha Viola" - TV Cultura.

1985 - Participa dos projetos Pixingão e Pixinguinha, ao lado de Elizeth Cardoso e Camerata Carioca, em turnê pelo Brasil. É contratado como professor de viola caipira pela Escola de Música de Brasília. Grava, ao lado de Rolando Boldrin e Sivuca, entre outros, com direção musical de João de Aquino e Maurício Carrilho, o vinil "Marvada Viola", pela Funarte, uma homenagem a Capitão Furtado.

1986 - Ministra sua primeira oficina de viola, no XI Curso Internacional de Verão de Brasília, reeditada nos anos seguintes; e também a Oficina de Viola e Música Caipira no I Seminário Brasileiro de Música Instrumental em Ouro Preto, evento ímpar na música instrumental brasileira, organizado por Toninho Horta.

1987 - Lança o LP "Marvada Viola" pelo Brasil, com participação especial de Inezita Barroso. Grava sua versão para "Trenzinho do Caipira" no disco "Villa Lobos", que conta com Rafael Rabello e Toinho Alves, entre outros e tem produção de J. C. Botezelli, o Pelão.

1988 - Grava o primeiro disco de viola pura do Brasil, sem outros instrumentos, "Viola Caipira, um pequeno concerto", também produzido por Pelão. São lançados pela Funarte o disco "Cururu e outras danças" e o livro "Viola de Cocho", ambos resultados de sua pesquisa com Elizabeth Travassos, pelo Instituto Nacional do Folclore. Faz sua primeira turnê no exterior, no projeto "Begegnung Mit Brasilien", na Alemanha.

1989 - Grava, ainda na Alemanha, seu primeiro CD, "Viola Caipira - Brazil" pela Unesco, na série "Traditional Music of the World". Lança pela Viola Corrêa, empresa que criou para dar suporte a suas produções, o disco "Viola Andarilha". Faz a trilha (composição e interpretação) do disco "Drummond de Andrade" com declamação de Lima Duarte. Inicia turnê de lançamento do "Viola Caipira, um pequeno concerto". Participa do longa metragem "República dos Anjos" de Carlos Del Pino.

1990 - Realiza, ao longo do ano, recitais de lançamento do "Viola Andarilha".

1991 - Apresenta-se na Itália, Japão, China, no Intercâmbio Cultural Brasil-China 91/92 realizando recital no "Beijing Concert Hall". Na Alemanha participa do festival "Saiten Klänge" (Festival Mundial de Instrumentos de Cordas). Interpreta "La Dolce Vita" no disco "Nino Rota por Solistas Brasileiros" do qual participam também, entre outros, Guinga, Zé Nogueira e Henrique Cazes.

1992 - Realiza recitais no Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru, representando oficialmente o governo brasileiro. Faz pesquisa e roteiro do vídeo "Viola Caipira", CPCE-UnB.

1993 - Viaja em nova turnê representando oficialmente o governo brasileiro, agora no Chile, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá e Venezuela.

1994 - Grava "Uróboro", com composições solo para viola caipira e viola de cocho, considerado por ele como sendo seu trabalho mais significativo. Participa do "VII Festival de la Guitarra", Guatemala, e do "Encontro Cultural dos Países da Língua Portuguesa", Portugal. Ministra Oficina de Viola e Música Caipira na XII Oficina de Música de Curitiba repetida nos anos subsequentes.

1995 - Lança "Uróboro" em turnê pelo Brasil e participa do projeto "Brasil Musical" no Centro Cultural Banco do Brasil.

1996 - Grava "Crisálida", com arranjos para viola de clássicos do cancioneiro brasileiro. Participa, como instrumentista e arranjador, ao lado de Inezita Barroso, do CD "Voz e Viola", lançado pela RGE. Realiza recitais na Argentina e Bolívia no "Espetaculo Cultural de la X Cumbre del Grupo de Rio". Participa do I Festival de Música Antiga e Tradição Oral em Curitiba, apresentando recital também no evento do ano seguinte.

1997 - Grava "Caipira de Fato", segundo CD com Inezita Barroso, ganhador do Prêmio Sharp - categoria regional/cantora. É lançado pelo CCBB o CD "Brasil Musical", com a gravação de sua participação no projeto homônimo (1995). Realiza produção e direção musical do CD "Meu Céu" de Zé Mulato e Cassiano, pela Velas, que conquista o Prêmio Sharp - categoria regional/dupla. Realiza recital no projeto "Die lange Nacht der Gitarre", Alemanha. É publicado, pelo Arquivo Público de Uberaba, o livro "Folia de Reis de Uberaba", resultado de sua pesquisa, com transcrições em partituras das músicas das folias. Participa do projeto "Violeiros do Brasil", SESC Pompéia, com recital solo transmitido pela TV Cultura.

1998 - Grava, acompanhado por um quinteto de cordas, o CD "No Sertão", com versões instrumentais de músicas brasileiras com tema no sertão, em lançamento pela Kuarup. Realiza, com Inezita Barroso, turnê pelo interior paulista com o recital "Caipira de Fato". Apresenta-se no projeto "Musicologia - A Pesquisa e a Criação", no Centro Cultural Banco do Brasil. Realiza pesquisa musical no Entono do DF e, como resultado, lança o CD "Sertão Ponteado", primeiro da Série Cultura Popular Viola Corrêa. É lançado no mercado o CD "Violeiros do Brasil", que conta com sua participação.

1999 - Paralelo aos seus recitais, prepara seu próximo CD "Temperança", e seu novo livro "A Arte de Pontear Viola", com lançamentos previstos para o segundo semestre. Acompanhe na seção agenda de eventos as próximas apresentações de Roberto Corrêa e saiba de suas atividades atuais.

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